Sexta-feira, Julho 11, 2008

Log-In recebe ressarcimento

A Log-IN - Logística Intermodal S.A. enviou comunicado à BOVESPA com o seguinte teor:
Comunicou que recebeu do Fundo de Marinha Mercante – FMM durante o segundo trimestre de 2008 R$ 10,973 milhões a título de ressarcimento do AFRMM – Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante. A geração de créditos de AFRMM decorre das operações de
Navegação Costeira da Log-In, conforme regulação do setor, e os valores arrecadados são revertidos à empresa através do depósito em contas vinculadas, devendo ser empregados na
construção, aquisição, reparo ou modernização de embarcações. Os valores recebidos referem-se ao
ressarcimento de desembolsos já efetuados pela Log-In em função do início da construção dos cinco navios porta-contêineres no Estaleiro Ilha S.A. – EISA.

 
 

ALL América Latina Logística - Fato Relevante –

A empresa encaminhou à BOVESPA o seguinte Fato Relevante:
A ALL - América Latina Logística S.A., companhia aberta com sede na Rua Emílio Bertolini, 100, Bairro Cajuru, na cidade de Curitiba, estado do Paraná, CNPJ/MF 02.387.241/0001-60 (ALL); e a Ferronorte S.A. - Ferrovias Norte do Brasil, companhia aberta com sede na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, 2.000, sala 308, Bosque da Saúde, Cuiabá, Mato Grosso, CNPJ/MF 24.962.466/0001-36 (Ferronorte ou Concessionária), comunicaram por este fato relevante, nos termos e para os fins do disposto na Instrução CVM 358, de 3/1/2002, aos seus
acionistas e ao mercado em geral, que a Constran S.A. – Construções e Comércio, o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo Serviço – FI – FGTS (Fundo FI-FGTS), o InfraBrasil Fundo de Investimento em Participações (InfraBrasil) (conjuntamente Investidores), a ALL, e a Ferronorte (conjuntamente com os investidores, partes), celebraram um termo de acordo (termo). O Termo regula certas premissas e condições mínimas necessárias para a viabilização da construção, operação, exploração e conservação de trecho ferroviário que se estende da cidade de Alto Araguaia até a cidade de Rondonópolis, ambas no estado do Mato Grosso, pertencente à concessão da Ferronorte (Empreendimento). O Empreendimento será realizado por uma sociedade de propósito específico a ser criada pelos Investidores (SPE) e o investimento necessário será definido após a elaboração de um projeto executivo de engenharia. A efetivação do Empreendimento está sujeita ao atendimento integral das condições suspensivas previstas no Termo, entre as quais se incluem (i) as aprovações pelos comitês executivos do Fundo FI-FGTS e InfraBrasil; (ii) a obtenção de licença prévia para o início das obras componentes do Empreendimento e (iii) a aprovação, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, de financiamento para SPE. Além destas condições, o Empreendimento deverá contar com a aprovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT. A ALL e Ferronorte manterão seus acionistas e mercado informados sobre o assunto.

Fonte:
Bovespa.

 
 

Grupo Ipiranga e Braskem

A Braskem, líder em resinas termoplásticas na América Latina e terceira maior produtora petroquímica das Américas, anuncia que a operação de aquisição dos ativos petroquímicos do Grupo Ipiranga pela Braskem e Petrobras teve a aprovação final hoje do CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica. A única recomendação feita pelo CADE foi a de ajustar a cláusula de não concorrência pelos vendedores, que fica limitada aos mercados onde os mesmos atuavam.
Na mesma decisão, o CADE aprovou também o acordo de investimentos pelo qual a Petrobras aportou na Braskem suas participações minoritárias na Copesul, Ipiranga Petroquímica, Ipiranga Química e Petroquímica Paulínia.
Fonte: Braskem; PRNewswire do Brasil.

 
 

Sexta-feira, Julho 04, 2008

Atenção! Atenção!

O CHRistian, do CHRInvetsor, apresenta uma matéria muito interessante sobre a situação da BOVESPA frente ao mercado internacional. Ele tem desenvolvido um estudo muito bom sobre fluxo de capital de investidores na BOVESPA, especialmente fluxo de capital estrangeiro.
No artigo A ARAPUCA, ele apresenta conclusões que merecem ser bem avaliadas pelos investidores brasileiros, principalmente pessoa física.
O importante artigo está completado com alguns comentários de leitores que só enriquecem o conteúdo original. Vale a pena uma leitura aqui.
Para quem vem falando insistentemente em descolamento da BOVESPA dos mercados internacionais, o artigo é algo para reflexão.
Sobre o assunto descolamento, já fiz alguns posts em Março de 2008 e em Abril de 2008. Não que eu me sinta em totais condições de avaliar os mercados mas, cá prá nós, acho que enxerguei algo.

 
 

A situação atual do mercado de ações

Há mais ou menos um mês postei sobre a situação do mercado naquele momento, citando um interessante artigo de Rich Greifner sobre o mercado de ações americano. O post, na realidade, servia de alerta para a interpretação dada por muitos de nós a comentários e posições de analistas do mercado de capitais. Mas e agora, depois do que era dito pelos analistas em seus comentários próximos de 11 de junho, comparando com aqueles de maio de 2001, o que dizer?
As análises continuam, os pontos de vista não são convergentes e o mercado segue pregando sustos. Mas onde estará a verdade, o ponto de equilíbrio, ou o fundo do poço?
Temos visto que a inflação está ameaçando retornar, de forma preocupante para o mercado financeiro, não só no Brasil, mas no mundo inteiro. No Brasil, todos os índices de preços vinham apresentando projeções mais elevadas do que as anteriores, o que poderia ameaçar o tão decantado descolamento (sobre descolamento, vejam os posts de março e abril) da economia interna e da Bolsa nacional dos mercados externos. No entanto, eis que surge uma novidade:
o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) referente ao mês de junho apontou inflação de 0,96%, ou seja, 0,27 ponto percentual abaixo daquele registrado em maio, quando alcançou um incremento de 1,23%. Será um alento?
A renda e o crédito podem estar mostrando, ainda, alguns sinais de demanda aquecida, mas não deve ser esquecido que o nível de inadimplência tem apresentado sinais de elevação, embora ainda em níveis baixos, embora me trazendo alguma preocupação, que espero seja só preocupação. Lembremo-nos da situação dos sub-prime americanos: começou com baixa inadimplência, depois com novos empréstimos calçados nos bens adquiridos, e por aí foi, até o desastre final. É bem verdade que, por aqui, os juros estão muito elevados, o que poderia inibir a possibilidade de refinanciamento, mas.....
A se configurar uma desaceleração da demanda interna, as margens de ganho das empresas nacionais poderá ser afetada, atingindo, por conseqüência, a Bolsa de Valores.
Ontem, a CNI
(Confederação Nacional da Indústria) divulgou relatório onde está indicado que o ritmo de crescimento da indústria de transformação brasileira, em maio, apresentou alguma desaceleração, considerando aspectos relacionados com itens ligados à produção e itens vinculados ao mercado de trabalho. O relatório aponta que as horas trabalhadas em produção recuou 0,1%, quando comparado com abril.
Por outro lado, o faturamento das indústrias de transformação subiu 0,9% e capacidade instalada apresentou uma utilização na casa de 83,2%. Praticamente constante nos últimos nove meses. Não tão mal assim!
Caso os preços continuem subindo, as margens operacionais das empresas poderão sofrer pressão negativa, já se os preços vierem a cair, o crescimento do país poderá ficar comprometido. E os lucros das empresas? Provavelmente tenderão a cair, em qualquer uma das hipóteses. Teoricamente, pior para a Bolsa. Mas, no Brasil, será tudo isso uma verdade definitiva? O passado não tem mostrado completamente essa verdade. Aguardemos!
Pelo mundo a fora, a escalada inflacionária preocupa. As commodities apresentam a cada dia novos recordes.
Ontem saiu o relatório de emprego (ou desemprego) nos Estados Unidos. Mais demissões. Menor número de empregados acarreta diminuição da renda familiar, logo, menor consumo e, por decorrência, menor volume de vendas para as empresas americanas. Como conseqüência, pressão sobre o PIB americano, pois o consumo representa cerca de dois terços do indicador. Tudo isso, decorrência do aumento do valor das commodities, que acarreta aumento nos custos de produção. Com a diminuição do número de empregados e conseqüente diminuição da renda fmiliar, as empresas sentem dificuldade para repassar o aumento da matéria-prima para o preço do produto final; daí precisa ajustar a perda de margem com a demissão de trabalhadores. Onde terminará o ciclo em que se meteu a economia americana e que está arrastando as demais economias mundiais?
E o preço das commodities não cedem. Ainda ontem, o barril do petróleo registrou novo recorde nos mercados internacionais. Culpa do presidente da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Chakib Khelil, que declarou acreditar que o preço do barril de petróleo chegaria a US$ 170, ou culpa do presidente do grupo produtor russo Gazprom, Alexei Miller, que em entrevista ao Financial Times previu o preço do barril ultrapassando US$ 250 em breve?
Muitos dizem por aí que o elevado preço das commodities é fruto de pura especulação. O que de fato está por trás de tudo isso, não é fácil descobrir. Na verdade, ocorre falta de alimentos no mundo, os conflitos envolvendo países, ou regiões, grandes produtores de petróleo, não cessam. Cada dia mais conflitos surgem; o mais recente surgiu no Oriente Médio, envolvendo Israel e Irã. Falta petróleo, ou derivados, na China, que alerta para a possibilidade de precisar importar volumes recordes de derivados, ainda este ano.
Com relação à falta de alimentos, a necessidade de maior empenho no incremento da área plantada para produção dos gêneros alimentícios, passa pelo emprego em larga escala de fertilizantes, o que também é uma escassez mundial, além de serem produtos com alta participação de derivados de petróleo. logo, preços elevados.
Mais uma vez, lanço a pergunta que venho martelando há algum tempo: o que vem acontecendo poderá ser benéfico para a nossa Petrobras?
Vejamos alguns pontos. Bancos de investimentos americanos projetam para as grandes empresas do setor petrolífero um futuro promissor, em decorrência do crescimento das reservas internacionais de óleo, fruto das recentes descobertas. É aí que surge a Petrobras, com incremento de reservas e de volume de produção. Os analistas desses bancos projetam um crescimento da ordem de 7% na produção da Petrobras no corrente ano e uma expectativa de cresciemnto produtivo em 2009 que beira os 8%, o que coloca a Petrobras em destacada posição, quando comparada às grandes empresas do setor. Não nos esqueçamos que a Petrobras tem demonstrado bastante interesse em participar ativamente da área de fertilizantes no Brasil. E os combustíveis alternativos? A Petrobras também tem grande interesse no segmento. Visão empresarial, ou anúncio para a platéia? Até o momento, a Petrobras, como empresa, ainda não demonstrou ter se beneficiado do elevado aumento do preço do barril do petróleo no mercado internacional. Vários fatores contribuem para isso, dentre eles: altos níveis de importação, mesmo com o dólar baixo do jeito que está; não aumento da gasolina no Brasil para o consumidor final, já há muito defasado. Elevados investimentos em pesquisa, e por aí vai.
Sobre o assunto descolamento do mercado brasileiro
Então, estejamos atentos ao desenrolar dos próximos eventos!

 
 

Terça-feira, Julho 01, 2008

E as Bolsas hoje?

O dia de hoje promete mais emoção. A bolsa chinesa fechou em forte baixa com preocupações sobre o petróleo e bancos, o mesmo acontecendo com outras bolsas asiáticas, exceto Hong Kong que fechou com ligeira alta (+0,27%). Pela Europa os mercados se apresentam em queda desde a abertura, chegando agora, próximos de 2,5% de perdas. A expectativa para o mercado americano, hoje, é de que ocorram perdas da ordem de 1% no Dow Jones, também devido aos preços do petróleo, da crise no Oriente Médio, com possível intensificação dos conflitos e da situação dos bancos. Agora, logo após a abertura, a perda no IBOVESPA já atinge -2,3%, aos 63.524,96 pontos. Há que se notar a existência de um forte suporte por volta de 63.133 pontos. caso o mesmo seja perdido, índice estará voltando para o interior do canal de baixa que já vem desde 26/05 (mais de um mês). Por aqui, por enquanto, alta só na Telemar (TMAR5), de 2,84%. Acompanhemos o pregão para sentir a tendência por aqui.

 
 

Segunda-feira, Junho 23, 2008

Alerta de quebradeira!!!

Não sou favorável a espalhar notícias alarmistas sem comprovação, mas a notícia publicada no último dia 19 de junho no jornal eletrônico Telegraph.co.uk me chamou atenção, principalmente por conta dos últimos acontecimentos que estamos apreciando mundo a fora: alimentos em alta; petróleo que não para de subir; inflação crescente; crise americana, e por aí vai. Quem quiser pode acrescentar mais algumas preocupações que rondam os mercados.
O fato principal noticiado é que o The Royal Bank of Scotland estaria alertando seus clientes para estarem atentos quanto a uma possível quebradeira geral no mercado de ações e crédito que poderia ocorrer nos próximos 3 meses, quando a inflação crescente paralisaria os maiores bancos centrais.
Você pode encontrar trechos da análise desenvolvida por especialistas do banco aqui e aqui.
Como o tema envolve grandes somas circulando nos mercados, gerentes de fundos internacionais de investimentos se apressaram em reagir fortemente e recomendar aos investidores que tenham calma, pois a coisa não é bem assim. Leia aqui alguns posicionamentos.
Pelo sim, pelo não, resolvi publicar esse post. O resto é com cada um. Interpretações, análises, especulações, apostas, etc, etc, façam as suas.

 
 

Segunda-feira, Junho 16, 2008

Mais sobre a Vale

Tenho recebido perguntas sobre a Vale e seu futuro. Será que vale (sem trocadilho) a pena manter o papel, ou vender? Invariavelmente, essa é a questão que vem sendo colocada. Aqui vai minha opinião.
Devo dizer que não sou muito afeto a dar conselhos, pois se os mesmos fossem bons, não seriam dados e sim muito bem vendidos. Mas vamos conversar um pouco sobre o tema Vale, sem nenhuma responsabilidade sobre conclusões que queiram tirar.
Não nos esqueçamos de um ponto relevante: um dos eventos, perder ou ganhar, só ocorre quando qualquer ativo é vendido. Até lá o investidor está posicionado em um ativo que sofre a influência do vai-e-vem do mercado. Mas vamos lá: ao olharmos o gráfico de Vale, por volta do dia 26/04, encontramos bons dias para a compra: as indicações eram de alta, o que ocorreu até o dia 20, quando o papel se mantinha dentro de um estreito canal de alta, embora sempre ameaçando estourar a parte superior das Bandas Bollinger, o que indicava um certo risco de reversão. Essa situação (reversão) se consolidou no dia 26/05, com a confirmação através do gráfico parabólico.
Daí para a frente foi só queda. Hoje, Vale estava a R$ 47,10, no momento em que escrevia esse post, ainda em terreno de baixa, pois rompeu uma forte linha de suporte na casa dos R$ 47,68. Outra linha de suporte está situada mais abaixo, em R$43,94. Caso caia abaixo desse valor, a situação pode se tornar preocupante.
Ao estudarmos o caso Vale, temos que levar em consideração um fator, que embora não garanta subidas constantes, pelo menos dão um certo conforto: a Vale é uma empresa com alta liquidez na Bolsa.
por outro lado, a intenção (ou necessidae? Ou estratégia?) em participar ativamente do processo de consolidação da indústria siderúrgica (por meio de compras e fusões), que vem acontecendo em nível mundial, pode estar trazendo alguma preocupação para os investidores em Vale. Haja visto a proposta, já arquivada na CVM, para emissão de US$ 14 milhões em ações. Está escrito no press release distribuído, que "A Vale pretende utilizar os recursos líquidos provenientes da oferta para fins corporativos gerais, o que pode incluir o financiamento de seu programa de crescimento orgânico baseado no plano de investimentos de US$ 59 bilhões, aquisições estratégicas (grifo meu) e a ampliação da flexibilidade financeira." Essa pode ser uma forma que a Vale está buscando para não aumentar seu endividamento.
Outro ponto a considerar: hoje, a Vale tem grande número de acionistas estrangeiros, não só em ADR, mas também no mercado da BOVESPA e alguns analistas andam apontando que os estrangeiros estão saindo do papel, após o anúncio de aquisição, ou intenções de aquisições, mais recentes.
Por outro lado, o preço das commodities está em queda no mercado mundial e os australianos, principais concorrentes da Vale no mercado chinês, estão oferecendo preços mais competitivos, por razões ligadas ao frete, muito embora o minério da Vale seja apontado como de melhor qualidade, o que vem garantindo seguidos valores-prêmio ao produto nacional.
Assim, o momento para a Vale não se mostra muito favorável no mercado internacional, sua principal fonte de receita.
No entanto, é o que sempre digo: realizar prejuízo, nem sempre é uma boa política, principalmente quando se trata de uma empresa como a Vale, com boa política de governança corporativa, com forte credibilidade no mercado internacional, e por aí vai.
Acredito que Vale ainda venha a se recuperar, mas recuperação é uma expectativa que está diretamente ligada a tempo. Nada sei sobre a expectativa de cada um com relação a ganhos e prazos, mas devemos sempre levar em conta que Bolsa não deve ser considerado investimento de curto prazo, muito menos, investimento de ganho fácil e garantido. Há sempre os percalços de todo e qualquer investimento ligado à renda variável.
Não sei se ajudei, ou compliquei, mas não nos esqueçamos daquele ponto fundamental que mencionei lá no início: em Bolsa, só ganhamos ou perdemos quando realizamos a venda de um ativo, qualquer que seja!

 
 

Quarta-feira, Junho 11, 2008

Onde estamos, no momento?

Rich Greifner escreveu um artigo interessante sobre o mercado de ações americano, que transcrevo aqui com partes que julguei principais.
Lá ele diz que os valores das ações cairam bastante, depois de terem atingido picos históricos e que, em decorrência desse fato, a revista Forbes consultou quatro analistas de renome e pediu a eles que expressassem seus pontos de vista sobre a situação: teria o mercado atingido realmente o seu fundo, ou ainda poderia cair mais? Aqui estão as opiniões:
"As ações estão em baixa, as expectativas estão em baixa, as avaliações estão em baixa, os medos estão em alta e os recentes cortes do FED nas taxas de juros fizeram as ofertas de dinheiro dispararem. Estas são todas notícias positivas para os mercados. Os significativos volumes de venda, ou vendas devido ao pânico instalado, nos ultimos meses, indicam que chegamos ao fundo." - Stuart T. Freeman, A.G. Edwards.
"Estamos em uma area de transição, mas a tendência mostra que já estamos no fundo, ou muito próximo dele. Daqui para a frente, altas deverão acontecer, embora a questão seja o quanto rápido acontecerão." - Holly Gustafson, Legg Mason.
"Podemos ver uma retomada altamente sustentável a partir do ponto em que estamos." - Joseph Kalinowski, Thomson Financial/IBES.
"O fundo ocorreu em março." - Daniel Peris, Argus Research.
Estariam corretas as previsões dos especialistas? Eu não teria tanta certeza.
Essas afirmações foram feitas em maio. Maio de 2001, melhor dizendo.
Greifner menciona que depois de um extensor rali de alta, o índice S&P 500 caiu significativamente ao final de 2000, caracterizado por bruscas variações de preços e grande volatilidade. Na primavera de 2001, o mercado recuperou-se temporariamente, e os especialistas consultados pela Forbes concordavam queo mercado havia chegado ao fundo. Eles estavam redondamente errados.
E ele continua dizendo que nos quarto meses seguintes, o S&P 500 caiu 24%. Recuperou-se ligeiramente e caiu mais 30%. Eles estavam errados. Estavam espetacularmente errados.

Mas qual seria a moral da história?
O fato de ter citado um artigo da Forbes de sete anos atrás, diz ele, não é para colocar em cheque as previsões dos analistas. E sim para chamar a atenção para o fato de que muitos investidores, em maio de 2001, acreditavam firmemmente que o mercado de ações estava pronto para uma retomada. Em lugar disso, ficou constatado que as previsões quanto às tendências do mercado quase sempre são imprevisíveis, bem como os retornos sobre investimentos feitos.
Que isso sirva de ensinamento para muitos de nós.

 
 

Fertilizantes, uma nova oportunidade no mercado de ações?

Além de operar plataformas de petróleo, a Petrobras (PETR4) agora planeja intensificar sua participação no ramo de fertilizantes. O Governo quer reduzir a dependência externa dos fertilizantes e ampliar a oferta, já que o Brasil é um grande demandante do produto. A forte demanda por fertilizantes e a volumosa procura por alimentos deverão proporcionar grande impulso ao mercado de adubo, agregando receitas à Petrobras.
Não podemos nos esquecer de uma empresa já há anos no mercado de fertilizante
s, que foi privatizada em 1992 e que vem apresentando no último ano resultados promissores: a Fosfértil.
O Conselho de Administração da Fosfertil aprovou investimento que compreende a abertura de uma nova mina de rocha fosfática na região da cidade de Patrocínio – MG, com capacidade de 2 milhões de toneladas de rocha. Será construída, também, uma nova unidade industrial para produção de produtos fosfatados de alta concentração com plantas de produção de ácido sulfúrico, ácido fosfórico e dos fertilizantes MAP, DAP e TSP. O valor do investimento está estimado em R$ 2 bilhões e o início da operação, previsto para 2011.
No cenário internacional dos fertilizantes, o Brasil responde apenas por 2% da produção e 6% do consumo mundial, sendo muito dependente de importações para abastecer o mercado interno. Atualmente, cerca de 74% do NPK (nitrogênio, fósforo e potássio
– macronutrientes básicos para formulação de fertilizantes) consumido no país vem do exterior.
O início do projeto de expansão da Fosfertil vem em um momento em que a necessidade global por fertilizantes está em crescimento, devido ao aumento da demanda de países como China e Índia e à produção de biocombustíveis (especialmente nos Estados Unidos). No Brasil, o setor registrou em 2007 um crescimento superior a 17,3% na entrega de produtos ao consumidor final.
Segundo analistas, os investimentos previstos apresentam potencial de duplicar o faturamento da Fosfértil porque os preços não param de subir, sob influência direta do comportamento externo, o que, aliás, tem provocado fortes reclamações dos produtores aqui no Brasil e no mundo. Recentemente inclusive, o governo brasileiro começou a facilitar as importações e a estimular um incremento da oferta no país.
No que se refere aos resultados da Fosfértil, os números a seguir bem demonstram o que vem acontecendo: o lucro líquido da empresa no período 01/10/2008 até 31’/03/2008 alcançou R$ 128.433.000, contra R$ 50.345.000 em igual perí
odo de 2007; um crescimento de cerca de 155%.
Hoje, a Fosfértil é uma empresa chave no agronegócio brasileiro, pois é a maior fornecedora de produtos fosfatados e nitrogenados para a produção de fertilizantes do país. É controlada pelas gigantes americanas Cargill e Bunge.
Na Bolsa de Valores de São Paulo, as ações da empresa apresentam crescimento significativo há quase um ano, sem perspectiva de reversão do quadro (vejam gráfico). Portanto, vale a pena ficar de olho!

 
 

Braskem anuncia investimentos

A Braskem anuncia investimentos no Pólo Petroquímico de Triunfo no montante de mais de R$ 1,0 bilhão nos próximos 3 anos, além da decisão de produzir polietileno verde no Rio Grande do Sul.
O grande destaque desse novo compromisso de investimento é a decisão de instalar o projeto de polietileno verde em Triunfo, com investimentos estimados entre R$ 400 e R$ 500 milhões. Será a primeira operação em escala comercial no mundo para produção de polietileno verde a partir de matéria-prima 100% renovável.
O projeto de polietileno verde terá uma capacidade de produção de 200 mil toneladas por ano e um faturamento previsto da ordem de US$ 400 milhões/ano. O recebimento de matéria-prima será feito via Terminal Santa Clara. Inicialmente, o álcool será adquirido na região Sudeste. O consumo anual de etanol para esse projeto será de aproximadamente 450 milhões.
O início da implantação física do projeto, uma vez aprovado pelo Conselho de Administração da Braskem, deverá ocorrer ainda em 2008 e a unidade está prevista para entrar em operação em 2010.
A demanda potencial já identificada pela Braskem para o polietileno verde é cerca de três vezes maior do que a capacidade da planta a ser instalada em Triunfo. A resina tem aplicação em mercados como os de embalagens sopradas para alimentos e produtos de higiene, embalagens
injetadas para utilidades domésticas, indústria de brinquedos e automobilística. Trata-se de um nicho muito valorizado, disposto a pagar um prêmio entre 20 a 30% em relação ao preço da resina tradicional, com forte demanda especialmente em países onde a questão ambiental tem maior relevância, como Europa, EUA e Japão.

Fonte: Braskem; PR Newswire do Brasil.

 
 

Sábado, Maio 31, 2008

EMBRATEL no WIMAX

Felipe Zmoginski, do Plantão INFO informa que a Embratel, do grupo Telmex, decidiu ampliar seu investimento na tecnologia WiMAX.

 
 

A diversificação da Petrobras

Há algum tempo a Petrobras vem diversificando sua área de atuação, não só no Brasil, como no exterior. No Brasil, participações minoritárias em petroquímicas estão se ampliando.
Agora a Petrobras está fazendo oferta de tag along para os acionistas da Suzano Petroquímica.
Segundo a Petrobras, em material divulgado,

A Oferta está sendo realizada em virtude da alienação indireta do controle da Suzano Petroquímica S.A. (“Suzano” ou “Companhia”) para a Petróleo Brasileiro S.A. – PETROBRAS (“Petrobras”), conforme estabelecida pelo artigo 254-A da Lei nº. 6404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei das Sociedades por Ações”), pela Instrução CVM 361/02 e pelo Regulamento do Nível 2 da Bolsa de Valores de São Paulo (“BOVESPA”). A alienação do controle da Suzano foi anunciada ao mercado por meio de fatos relevantes divulgados pela Petrobras em 03 de agosto, 27 de setembro e 30 de novembro de 2007.A Oferta será concluída por meio de um leilão (“Leilão”) na BOVESPA e não está condicionada a qualquer número mínimo de aceitação. A Dapean Participações S.A. (“Dapean” ou “Ofertante”), sociedade 100% controlada pela Petrobras, comprará todas as Ações ofertadas para venda no Leilão.
O Edital de Oferta, entre outras coisas prevê o seguinte:
1.5 Preço da Oferta: A Ofertante concorda em adquirir (i) as Ações Ordinárias pelo preço de R$ 13,27 por Ação Ordinária, que equivale a 100% (cem por cento) do preço pago por Ação Ordinária adquirida dos acionistas controladores da Companhia; e (ii) R$ 10,61 por Ação Preferencial, que corresponde a 80% (oitenta por cento) do preço pago por Ação Ordinária adquirida dos acionistas controladores da Companhia (“Preço da Oferta”), atualizado em montante equivalente a 100% da variação do Depósito Interfinanceiro Extra-Grupo ("Taxa DI"), de prazo igual a um dia útil ("Taxa Over"), apurada e divulgada pela CETIP – Câmara de Custódia e Liquidação ("CETIP"), calculados pro rata temporis desde a Data do Fechamento, ou seja, 30/11/2007até a data da liquidação financeira do Leilão.
1.5.1 O preço médio ponderado das Ações, considerando-se as Ações Ordinárias e as Ações Preferenciais, tendo em vista o estabelecido no item 1.5 acima é de R$ 11,944183 por Ação.
1.5.2 O Preço da Oferta será pago à vista, corrigido nos termos descritos no item 1.5 acima, em moeda corrente nacional e informado com duas casas decimais, estimando-se a Taxa DI para o período entre o dia da informação do preço e a data da liquidação financeira do Leilão com base na última taxa DI disponível.
Já com relação à Braskem, a Petrobras está aumentando sua participação no capital, de 8,1% para 30% do capital votante, o que vem a significar 23,1% do capital total. A assembléia de acionistas da Braskem aprovou o acordo ontem, 30/05/2008.
A nota da petrobras diz:

O documento abrange todas as ações ordinárias (com direito a voto) de emissão da Braskem de titularidade das partes na data de assinatura do acordo, além de todas e quaisquer ações ordinárias emitidas pela Braskem que venham a ser detidas ou adquiridas pelas partes futuramente.
Fonte: Petrobras; Folha Online.