Segunda-feira, Janeiro 05, 2009

O primeiro pregão do ano

O ano começou e a bolsa de São Paulo já apresentou uma surpresa: alta de 7%. E daí? Foi o que me perguntaram alguns amigos. Será que agora vai? Ainda estou cético quanto a altas consistentes nese início de ano. Preciso de mais alguns pregões para poder tirar conclusões. Mas por que?
Vejamos: o índice subiu 7% com um volume baixíssimo, o quê não é um indicador animador, no momento; as bolsas lá fora também fecharam com fortes altas, também com volumes não muito animadores; as commodities começaram a dar sinais de recuperação, o que é bom sinal.
O gráfico do IBOVESPA apresenta algumas figuras interessantes, além daquelas já mencionadas nos
posts
anteriores. A média móvel de 50 dias se apresenta como um suporte interessante para as cotações nos últimos dias, posicionando-se assim desde o rompimento do triângulo assimétrico. O Índice de Força Relativa (IFR) se encontra na faixa dos 63,6 pontos, se aproximando da marca de exaustão nos 70 pontos, o que indica um certo cuidado com o movimento de alta que está vigiorando desde 28/10
Esse novo movimento permitiu traçar um canal de alta que vem sendo mantido até o momento. Por outro lado, é possível visualizar dentro desse canal de alta uma certa acumulação, indicando que o mercado vem andando de lado desde 10/11/08, tendo rompido a linha de resistência do canal de acumulação, justamente no peimeiro pregão do ano. Para uma melhor avaliação, o pregão de segunda-feira deveria fechar acima dos 39.000 pontos, com expressivo volume. Vamos aguardar. Caso o índice na segunda-feira consiga se manter acima dos 39.000 pontos, poder-se-á ter uma confirmação de que o movimento de alta poderá durar um pouco mais.
As próximas resistências a serem vencidas, estão situadas nos 41.700, 43.600 e 44.700 pontos, para então chegar à expectativa de 47.080 pontos, que representa a projeção decorrente da formação do triângulo assimétrico em função do seu ponto de rompimento.
Para uma avaliação do que poderá vir pela frente, deve ser considerado o quê se apresenta no mundo. As commodities cairam uma barbaridade; agora começam a se recuperar. O petróleo está se valorizando, mas aí temos que considerar alguns fatores: o intenso inverno nos EUA e em alguns países da Europa, que demandam mais óleo para geração de energia; a Arábia Saudita tem fortes intenções de reassumir o controle da OPEP, por ser o maior produtor mundial de petróleo, já apresentando intenções quase concretas de forçar os países da OPEP a seguir suas orientações. Mas por que? Porque a sua capacidade de produção é imensa, eles pretendem realizar investimentos para continuar produzindo cada vez mais, investimentos esses que ficariam inviabilizados com os níveis atuais de preço do barril do petróleo. Qual o preço-alvo desejado pelos árabes para poder realizar os investimentos necessários? Boa pergunta. Não pode ser esquecido que, quando o preço do barril andava por volta dos US$ 70 a US$ 80, todos estavam satisfeitos: produtores e compradores. Quem sabe pode ser esse o alvo? Não pode ser esquecido que a guerra deflagrada por Israel pode ser outro fator a alimentar o preço do barril do petróleo para cima.
Já as commodities metálicas também apresentaram alta significativa nos mercados no primeiro dia útil do ano, talvez por conta do socorro do governo americano às montadoras, mas também pelos pacotes-promessas de Barack Obama. Ou, quem sabe, por conta do fato de Índia e China terem anunciado novas medidas para garantir o crescimento. Não pode ser esquecida a relação entre o boato e o fato, sempre "saudável" para o mercado.
Continuo acreditando que os principais papéis da bolsa, aí incluídos Petrobras e Vale e papéis de siderúrgicas continuem, no primero semestre do ano, com forte volatilidade.
Bom por hoje é só. Aguardemos o pregão de
segunda-feira para melhor avaliação.

 
 

O primeiro pregão do ano

O ano começou e a bolsa de São Paulo já apresentou uma surpresa: alta de 7%. E daí? Foi o que me perguntaram alguns amigos. Será que agora vai? Ainda estou cético quanto a altas consistentes nese início de ano. Preciso de mais alguns pregões para poder tirar conclusões. Mas por que?
Vejamos: o índice subiu 7% com um volume baixíssimo, o quê não é um indicador animador, no momento; as bolsas lá fora também fecharam com fortes altas, também com volumes não muito animadores; as commodities começaram a dar sinais de recuperação, o que é bom sinal.
O gráfico do IBOVESPA apresenta algumas figuras interessantes, além daquelas já mencionadas nos
posts
anteriores. A média móvel de 50 dias se apresenta como um suporte interessante para as cotações nos últimos dias, posicionando-se assim desde o rompimento do triângulo assimétrico. O Índice de Força Relativa (IFR) se encontra na faixa dos 63,6 pontos, se aproximando da marca de exaustão nos 70 pontos, o que indica um certo cuidado com o movimento de alta que está vigiorando desde 28/10
Esse novo movimento permitiu traçar um canal de alta que vem sendo mantido até o momento. Por outro lado, é possível visualizar dentro desse canal de alta uma certa acumulação, indicando que o mercado vem andando de lado desde 10/11/08, tendo rompido a linha de resistência do canal de acumulação, justamente no peimeiro pregão do ano. Para uma melhor avaliação, o pregão de segunda-feira deveria fechar acima dos 39.000 pontos, com expressivo volume. Vamos aguardar. Caso o índice na segunda-feira consiga se manter acima dos 39.000 pontos, poder-se-á ter uma confirmação de que o movimento de alta poderá durar um pouco mais.
As próximas resistências a serem vencidas, estão situadas nos 41.700, 43.600 e 44.700 pontos, para então chegar à expectativa de 47.080 pontos, que representa a projeção decorrente da formação do triângulo assimétrico em função do seu ponto de rompimento.
Para uma avaliação do que poderá vir pela frente, deve ser considerado o quê se apresenta no mundo. As commodities cairam uma barbaridade; agora começam a se recuperar. O petróleo está se valorizando, mas aí temos que considerar alguns fatores: o intenso inverno nos EUA e em alguns países da Europa, que demandam mais óleo para geração de energia; a Arábia Saudita tem fortes intenções de reassumir o controle da OPEP, por ser o maior produtor mundial de petróleo, já apresentando intenções quase concretas de forçar os países da OPEP a seguir suas orientações. Mas por que? Porque a sua capacidade de produção é imensa, eles pretendem realizar investimentos para continuar produzindo cada vez mais, investimentos esses que ficariam inviabilizados com os níveis atuais de preço do barril do petróleo. Qual o preço-alvo desejado pelos árabes para poder realizar os investimentos necessários? Boa pergunta. Não pode ser esquecido que, quando o preço do barril andava por volta dos US$ 70 a US$ 80, todos estavam satisfeitos: produtores e compradores. Quem sabe pode ser esse o alvo? Não pode ser esquecido que a guerra deflagrada por Israel pode ser outro fator a alimentar o preço do barril do petróleo para cima.
Já as commodities metálicas também apresentaram alta significativa nos mercados no primeiro dia útil do ano, talvez por conta do socorro do governo americano às montadoras, mas também pelos pacotes-promessas de Barack Obama. Ou, quem sabe, por conta do fato de Índia e China terem anunciado novas medidas para garantir o crescimento. Não pode ser esquecida a relação entre o boato e o fato, sempre "saudável" para o mercado.
Continuo acreditando que os principais papéis da bolsa, aí incluídos Petrobras e Vale e papéis de siderúrgicas continuem, no primero semestre do ano, com forte volatilidade.
Bom por hoje é só. Aguardemos o pregão de
segunda-feira para melhor avaliação.

 
 

O primeiro pregão do ano

O ano começou e a bolsa de São Paulo já apresentou uma surpresa: alta de 7%. E daí? Foi o que me perguntaram alguns amigos. Será que agora vai? Ainda estou cético quanto a altas consistentes nese início de ano. Preciso de mais alguns pregões para poder tirar conclusões. Mas por que?
Vejamos: o índice subiu 7% com um volume baixíssimo, o quê não é um indicador animador, no momento; as bolsas lá fora também fecharam com fortes altas, também com volumes não muito animadores; as commodities começaram a dar sinais de recuperação, o que é bom sinal.
O gráfico do IBOVESPA apresenta algumas figuras interessantes, além daquelas já mencionadas nos
posts
anteriores. A média móvel de 50 dias se apresenta como um suporte interessante para as cotações nos últimos dias, posicionando-se assim desde o rompimento do triângulo assimétrico. O Índice de Força Relativa (IFR) se encontra na faixa dos 63,6 pontos, se aproximando da marca de exaustão nos 70 pontos, o que indica um certo cuidado com o movimento de alta que está vigiorando desde 28/10
Esse novo movimento permitiu traçar um canal de alta que vem sendo mantido até o momento. Por outro lado, é possível visualizar dentro desse canal de alta uma certa acumulação, indicando que o mercado vem andando de lado desde 10/11/08, tendo rompido a linha de resistência do canal de acumulação, justamente no peimeiro pregão do ano. Para uma melhor avaliação, o pregão de segunda-feira deveria fechar acima dos 39.000 pontos, com expressivo volume. Vamos aguardar. Caso o índice na segunda-feira consiga se manter acima dos 39.000 pontos, poder-se-á ter uma confirmação de que o movimento de alta poderá durar um pouco mais.
As próximas resistências a serem vencidas, estão situadas nos 41.700, 43.600 e 44.700 pontos, para então chegar à expectativa de 47.080 pontos, que representa a projeção decorrente da formação do triângulo assimétrico em função do seu ponto de rompimento.
Para uma avaliação do que poderá vir pela frente, deve ser considerado o quê se apresenta no mundo. As commodities cairam uma barbaridade; agora começam a se recuperar. O petróleo está se valorizando, mas aí temos que considerar alguns fatores: o intenso inverno nos EUA e em alguns países da Europa, que demandam mais óleo para geração de energia; a Arábia Saudita tem fortes intenções de reassumir o controle da OPEP, por ser o maior produtor mundial de petróleo, já apresentando intenções quase concretas de forçar os países da OPEP a seguir suas orientações. Mas por que? Porque a sua capacidade de produção é imensa, eles pretendem realizar investimentos para continuar produzindo cada vez mais, investimentos esses que ficariam inviabilizados com os níveis atuais de preço do barril do petróleo. Qual o preço-alvo desejado pelos árabes para poder realizar os investimentos necessários? Boa pergunta. Não pode ser esquecido que, quando o preço do barril andava por volta dos US$ 70 a US$ 80, todos estavam satisfeitos: produtores e compradores. Quem sabe pode ser esse o alvo? Não pode ser esquecido que a guerra deflagrada por Israel pode ser outro fator a alimentar o preço do barril do petróleo para cima.
Já as commodities metálicas também apresentaram alta significativa nos mercados no primeiro dia útil do ano, talvez por conta do socorro do governo americano às montadoras, mas também pelos pacotes-promessas de Barack Obama. Ou, quem sabe, por conta do fato de Índia e China terem anunciado novas medidas para garantir o crescimento. Não pode ser esquecida a relação entre o boato e o fato, sempre "saudável" para o mercado.
Continuo acreditando que os principais papéis da bolsa, aí incluídos Petrobras e Vale e papéis de siderúrgicas continuem, no primero semestre do ano, com forte volatilidade.
Bom por hoje é só. Aguardemos o pregão de
segunda-feira para melhor avaliação.

 
 

Sábado, Janeiro 03, 2009

O primeiro pregão do ano

O ano começou e a bolsa de São Paulo já apresentou uma surpresa: alta de 7%. E daí? Foi o que me perguntaram alguns amigos. Será que agora vai? Ainda estou cético quanto a altas consistentes nese início de ano. Preciso de mais alguns pregões para poder tirar conclusões. Mas por que?
Vejamos: o índice subiu 7% com um volume baixíssimo, o quê não é um indicador animador, no momento; as bolsas lá fora também fecharam com fortes altas, também com volumes não muito animadores; as commodities começaram a dar sinais de recuperação, o que é bom sinal.
O gráfico do IBOVESPA apresenta algumas figuras interessantes, além daquelas já mencionadas nos
posts
anteriores. A média móvel de 50 dias se apresenta como um suporte interessante para as cotações nos últimos dias, posicionando-se assim desde o rompimento do triângulo assimétrico. O Índice de Força Relativa (IFR) se encontra na faixa dos 63,6 pontos, se aproximando da marca de exaustão nos 70 pontos, o que indica um certo cuidado com o movimento de alta que está vigiorando desde 28/10
Esse novo movimento permitiu traçar um canal de alta que vem sendo mantido até o momento. Por outro lado, é possível visualizar dentro desse canal de alta uma certa acumulação, indicando que o mercado vem andando de lado desde 10/11/08, tendo rompido a linha de resistência do canal de acumulação, justamente no peimeiro pregão do ano. Para uma melhor avaliação, o pregão de segunda-feira deveria fechar acima dos 39.000 pontos, com expressivo volume. Vamos aguardar. Caso o índice na segunda-feira consiga se manter acima dos 39.000 pontos, poder-se-á ter uma confirmação de que o movimento de alta poderá durar um pouco mais.
As próximas resistências a serem vencidas, estão situadas nos 41.700, 43.600 e 44.700 pontos, para então chegar à expectativa de 47.080 pontos, que representa a projeção decorrente da formação do triângulo assimétrico em função do seu ponto de rompimento.
Para uma avaliação do que poderá vir pela frente, deve ser considerado o quê se apresenta no mundo. As commodities cairam uma barbaridade; agora começam a se recuperar. O petróleo está se valorizando, mas aí temos que considerar alguns fatores: o intenso inverno nos EUA e em alguns países da Europa, que demandam mais óleo para geração de energia; a Arábia Saudita tem fortes intenções de reassumir o controle da OPEP, por ser o maior produtor mundial de petróleo, já apresentando intenções quase concretas de forçar os países da OPEP a seguir suas orientações. Mas por que? Porque a sua capacidade de produção é imensa, eles pretendem realizar investimentos para continuar produzindo cada vez mais, investimentos esses que ficariam inviabilizados com os níveis atuais de preço do barril do petróleo. Qual o preço-alvo desejado pelos árabes para poder realizar os investimentos necessários? Boa pergunta. Não pode ser esquecido que, quando o preço do barril andava por volta dos US$ 70 a US$ 80, todos estavam satisfeitos: produtores e compradores. Quem sabe pode ser esse o alvo? Não pode ser esquecido que a guerra deflagrada por Israel pode ser outro fator a alimentar o preço do barril do petróleo para cima.
Já as commodities metálicas também apresentaram alta significativa nos mercados no primeiro dia útil do ano, talvez por conta do socorro do governo americano às montadoras, mas também pelos pacotes-promessas de Barack Obama. Ou, quem sabe, por conta do fato de Índia e China terem anunciado novas medidas para garantir o crescimento. Não pode ser esquecida a relação entre o boato e o fato, sempre "saudável" para o mercado.
Continuo acreditando que os principais papéis da bolsa, aí incluídos Petrobras e Vale e papéis de siderúrgicas continuem, no primero semestre do ano, com forte volatilidade.
Bom por hoje é só. Aguardemos o pregão de
segunda-feira para melhor avaliação.

 
 

Quarta-feira, Dezembro 31, 2008

O ano está terminando. UFA!!!!

Meu último post sobre Bolsa falava sobre o balanço do ano no mercado de Bolsa de Valores. Era dia 25/12/2008. De lá para cá, novas notícias, mais analistas e comentaristas falando sobre o tema do momento, a crise mundial e o encerramento do ano para o mercado financeiro, me levaram a escrever um pouco mais sobre o ano que se finda.
Para mim, foi um ano de muitas bênçãos e vitórias, tudo conforme Deus me reservou. Minha neta, Maria Luiza, a guerreira, recebeu mais uma grande graça do Senhor, saiu-se muito bem da cirurgia a que se submeteu. Hoje está lépida e fagueira, cheia de energia. Meus filhos conseguindo cada vez mais vitórias em suas áreas pessoal, profissional e espiritual. Minha mulher, mais dedicada do que sempre às suas netas, sem descuidar do lar e de seu trabalho voluntário. Só bênçãos. Agradeço a Deus.
Com relação à Bolsa de Valores, o ano não foi ruim, pois dediquei minhas aplicações àquelas ações que regularmente rendem bons dividendos. Tive sucesso com a estratégia montada. Falarei mais sobre o asunto daqui a pouco.
Todos sabemos que a crise que vive hoje o mercado financeiro mundial teve início com a crise do sub-prime, nos EUA. Uma crise financeira desencadeada em 2006, a partir da quebra de instituições de crédito dos Estados Unidos, que concediam empréstimos hipotecários de alto risco, arrastando vários bancos para uma situação de insolvência e repercutindo fortemente sobre as bolsas de valores de todo o mundo. A crise foi revelada ao público a partir de fevereiro de 2007, configurando-se como uma crise financeira global. A partir de 18 de julho de 2007, a crise do crédito hipotecário provocou uma crise de confiança geral no sistema financeiro e falta de liquidez bancária.
Em agosto e setembro de 2008, a crise, acumulada deste 2007, chegou ao auge, com a estatização dos gigantes do mercado de empréstimos pessoais e hipotecas - a Federal National Mortgage Association (FNMA), conhecida como Fannie Mae, e a Federal Home Loan Mortgage Corporation (FHLMC), apelidada de Freddie Mac - que estavam quebradas.
Logo em seguida, veio o pedido de concordata do tradicional banco de investimentos Lehman Brothers, com mais de 150 anos de existência e um dos pilares financeiros de Wall Street, e a venda, ao Bank of America, da corretora Merrill Lynch, uma das maiores do mundo.
A cascata de falências e quebras de instituições financeiras provocou a maior queda do índice Dow Jones, da bolsa de valores de Nova Iorque e de bolsas de valores internacionais, desde os atentados de 11 de setembro de 2001. Daí para a frente, é história que todos nós conhecemos.
Depois de tudo passado, aparece em um jornal de grande circulação no Brasil matérias e artigos de conceituados colunistas falando sobre as perdas da bolsa de valores de São paulo (algo como R$ 871 bilhões), sobre o que isso representava (o equivalente a quase duas Petrobras, em valor de mercado) e que, no mundo, desapareceram US$ 30 trilhões: o equivalente a dois EUA.
Minha visão sobre o assunto não está muito de acordo com a figuração feita. Primeiro, porque as previsões feitas no início do ano por analistas e comentaristas brasileiros, não levaram muito em conta, em minha modesta opinião, o cenário que o mundo já vivia àquela época (janeiro de 2007). O importante na ocasião era falar da exuberância do mercado de renda variável e que a bolsa de São Paulo chegaria ao final do ano de 2008 entre 70.000 e 80.000 pontos. Aos 70.000 ela chegou, mas não se sustentou e despencou por conta da situação geral. Ao mesmo tempo, o Citigroup, em janeiro de 2007 informava que "após seguidas revisões de cenários, o ano de 2008 poderia ser marcado como uma ano de grandes prejuízos, após 5 anos consecutivos de alta nas bolsas" e o Merrill Lynch já suspeitava "de um início de recessão nos EUA, após a divulgação do relatório de Emprego" (ou Desemprego). Já em março, o mega-investidor Warren Buffett afirmava que
"mesmo não apresentando queda consecutiva trimestral no PIB, os Estados Unidos já se encontram em recessão"; Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (o Banco Central Americano), afirmava que "inadimplências e execuções hipotecárias aumentarão e preço das moradias terá queda" (nos EUA).
No Brasil, março foi marcado pela fuga de capital externo, tendo sido registrada uma saída de R$ 1,915 bilhões, o que veio a se agravar nos meses seguintes. Tudo isso, teria, como teve, influência direta no comportamento dos mercados financeiros ao redor do mundo e o Brasil não poderia estar fora.
As previsões brasileiras já poderiam ter sido revistas a essa altura do campeonato. Mas a bolsa continuava subindo, por que mudar a expectativa? Ainda por cima, existia a hipótese de o Brasil obter o
Investment Grade, que colocaria o país em situação privilegiada no cenário internacional. Isso ocorreu efetivamente em abril, quando duas agências internacionais conferiram ao Brasil o Grau de Investimento. Felicidade geral! Agora a bolsa dispara e o país será alvo de entrada maciça de capital estrangeiro para investimento. A euforia tomou conta o mercado brasileiro. Os resgates da Poupança superavam as aplicações; a captação líquida era negativa em R$ 1,85 bilhões. para onde foi esse dinheiro?
Em maio, mais agências conferiam o Grau de Investimento ao Brasil. Mas, no mesmo mês de maio, mais precisamente a partir do dia 29, as bolsas no mundo começaram a cair e a brasileira não ficou apara trás.
Em junho, as bolsas americanas já registravam perdas anuais na casa dos 8% e em agosto, dez bancos americanos já tinham se declarado insolventes e pedido falência por conta de envolvimentos com os
sub-prime.
Devido à crise financeira que se instaurou no mundo, os governos dos diversos países e bancos centrais, passaram a tomar medidas para conter o estrangulamento que as economias mundiais estavam enfrentando. Injeção de dinheiro na economia, redução de juros, devido à falta de crédito, e por aí a coisa ia. Mas não podemos nos esquecer de que medidas econômicas não têem efeito imediato na economia. Sempre existe um tempo de maturação para que os diversos agentes se recomponham e esse tempo vai, historicamente, de 6 meses a 1 ano.
Novas expectativas existem pelo mundo. A maior talvez seja a posse de
Barack Obama na presidência dos EUA, dia 20/01/2009. Ele assumirá a presidência enfrentando uma situação crítica, com uma crise econômica e financeira grave para administrar.
Ao mesmo tempo que o país (EUA) clama por ações com efeito no curto prazo, Lawrence Summers, um dos principais assessores econômicos de Obama, diz que "esta não é a saída para escapar do quadro atual".
Consciente da situação de dificuldades, o assessor afirma que "o grande compromisso de Barack Obama é com políticas de médio e longo prazo". Por aí passam investimentos em infra-estrutura, educação, saúde e esforços para reduzir a dependência com as importações de petróleo. Tudo isso assocido à geração de empregos, principalmente no setor privado.
E no Brasil? Embora não exista uma consciência consolidada por parte da população, o país já foi atingido pela crise e precisa, no curto prazo, tomar medidas fortes para contê-la, mesmo com fundamentos sólidos em nossa economia. Ainda ontem conversava com um amigo e ele me dizia que, ao receber uma máquina de lavar que havia comprado, indagou do entregador se o trabalho de entregas neste final de ano estava duro, ao que o entregador respondeu: "Doutor, o normal seria fazermos 60 entregas por dia; estamos fazendo mais ou menos 30". Acredito que seja uma medida do que vivemos por aqui e que não aparece nos estudos, ou estatísticas.
O que esperar para 2009? Continuo com minha convicção de que crise sempre é momento de oportunidades. Há que procurar com calma, para saber onde elas estão. Por que na crise aparecem as grandes oportunidades? Talvez porque a crise contamine decisivamente o emocional das pessoas e, então vem aquele fantasma: se a crise está aí, será que meu dinheiro, conseguido com dificuldades, não irá sumir de uma hora para outra? Calma é a palavra chave. Há que se procurar as oportunidades com sangue frio. Bem sei que não é tarefa fácil.
Como diria o pedreiro do comercial na TV, vejam bem: enquanto a bolsa de São Paulo caiu cerca de 48% no ano, as ações da Nossa Caixa subiram cerca de 200% no ano, tudo por conta de uma intenção do Banco do Brasil por comprar a Instituição, o que, de fato, veio a acontecer.
Outra boa oportunidade de ganhos está em adotar uma estratégia cuidadosa com relação a empresas que, costumeiramente, pagam bons dividendos. Ações que, no passado, eram consideradas ações de viúvas; aquelas que traziam um rendimento certo todo ano. Pode ser argumentado que, com a crise, as empresas venderão menos, seus lucros serão menores e, por conseqüência, os dividendos serão baixos. É verdade. Mas o preço das ações também estará menor. temos que correr atrás das exceções e procurar os segmentos que são mais ou menos blindados em relação à crise.
Existem sim, segmentos que pagam tradicionalmente bons dividendos, independente da situação que o país atravessa, são empresas que adotam a prática da Governança Corporativa com rigor e, por isso, contemplam seus acionistas com dividendos interessantes.
Não vou aqui cometer a leviandade de dizer quais ações devem ser compradas para conseguir bons dividendos. Uma análise criteriosa deve ser feita por cada um mas, historicamente, empresas como Souza Cruz, AES Tietê, Telesp, Tractebel, Bradesco, Eletropaulo, Equatorial Energia, Light, CPFL Energia, Gerdau, CEMIG e Energias do Brasil, normalmente fazem a alegria de seus acionaistas com bons dividendos. Ganhar com a valorização das ações em bolsa é um bom negócio; isso só ocorre quando o mercado está favorável.
Lembro um ponto que considero dos mais importantes e que sempre é dito por aí, mas pouco praticado pelos investidores: não colocar todos os ovos em um mesmo cesto, ou seja, as aplicações devem ser diversificadas e procurando sempre respeitar um máximo de 30% do capital total, colocado em cada aplicação, principalmente em renda variável, onde o risco, sem dúvida, é maior.
Com relação às tradicionais
blue-chips, surgiu uma notícia nova que pode animar quem está posicionado em mineradoras e siderúrgicas. A Baosteel acabou de elevar seus preços de produtos siderúrgicos para o próximo mês de fevereiro, entre 3 e 8%, dependendo do tipo de aço. Ainda sem confirmação oficial, esse aumento poderá trazer benefícios para concorrentes brasileiros. É hora de ficar atento.
Não tenho muita dúvida quanto à recuperação da economia mundial, ainda em 2009, a partir do segundo semestre. Acredito que a recuperação começará pelos mercados internos, com geração de empregos para geração de renda e reativação dos negócios, com redução dos juros e aumento do crédito. Minha avaliação é de que primeiramente sejam beneficiados aqueles segmentos de maiores necessidades para a população como energia, telecomunicações, habitação e alimentos; não podemos nos esquecer dos segmentos que atendem o emocional dos indivíduos, tais como bebida e fumo, principalmente nos períodos de incerteza; depois virão as ações nos mercados externos, quando as
commodities poderão voltar a brilhar.
Por hoje é isso aí. Um bom ano para todos e que suas aplicações venham a gerar bons resultados. Deus os abençoe.

 
 

Quinta-feira, Dezembro 25, 2008

O balanço do ano no mercado de Bolsa de Valores

Muito bem, o ano praticamente terminou. A BOVESPA encerrou seus trabalhos no dia 23/12, deve voltar amanhã. Depois funciona segunda e terça-feira, interrompe o pregão na quarta e quinta voltando sexta-feira, já em 2009, o que nos leva a imaginar que pregão de verdade só começaremos a ter no dia 5 de janeiro, primeira segunda-feira do ano. Digo isso, porque os volumes que temos visto na BOVESPA são baixíssimos. Então, vamos nos preparar para o próximo ano. Não nos esqueçamos de acompanhar o mercado pelo mundo nestes últimos dias do ano, principalmente na Ásia, porque lá eles continuam operando. Hoje, 25 de dezembro, a Bolsa de Tóquio operou, fechando com alta de 0,97%, talvez como reflexo do mega orçamento aprovado pelo governo japonês para 2009-2010 (US$ 976,812 bilhões), o maior da história japonesa, com o objetivo de enfrentar a crise financeira internacional; a Bolsa de Shangai também operou, mas fechou em baixa de 0,61%. Hong Kong não operou hoje.
Aqui no Brasil, passamos por um ano complicado, muito embora, em minha avaliação, os grandes reflexos da crise internacional ainda não tenham afetado significativamente os negócios. Digo, ainda, não com conotação pessimista do tipo: olhem a coisa vai piorar, mas precisamos estar preparados. Minha avaliação da situação leva a crer que em 2009, teremos poderemos ver pela frent
e alguma coisa semelhante ao que vem acontecendo pelo mundo: queda do nível de emprego, falta de crédito, redução dos mercados internacionais para os produtos brasileiros exportados e por aí vai. Já recebemos o primeiro dado relativo ao nível de emprego no Brasil: 40.000 vagas com carteira assinada foram reduzidas, justo numa época em que a demanda deveria exigir das empresas mais mão-de-obra; a indústria, em geral, já não produz com a mesma euforia do primeiro semestre.
Foi um ano bom, mas com muitos percalços.
No início do ano, em janeiro, as corretoras de valores nacionais e internacionais apresentavam projeções sobre o IBOVESPA, apontando para um fechamento em 2008 próximo dos 80.000 pontos. Naquela época o índice estava a 62.815 pontos, com um volume financeiro de R$ 4.766.543.360. Dia 23/12/08, o índice fechou aos 36.470 pontos e o volume financeiro chegou a R$ 1.925.724.9
40. Minha expectativa é de que fiquemos com o índice entre 30.000 e 35.000 pontos, ao final do ano. Uma defasagem de mais de 50% em relação às previsões do início do ano. Puro reflexo de tudo de ruim que aconteceu com a economia mundial, a partir da crise dos sub-prime, nos EUA
Vimos o barril do petróleo ser negociado próximo de US$ 160, estando hoje por volta dos US$ 37; assistimos a grande quebradeira de instituições financeiras nos EUA, na Europa e na Ásia. As grandes montadoras americanas de automóveis estão à beira da falência, recebendo socorro de US$ 17 bilhões do governo americano. A falta de crédito para o setor produtivo é uma constante em todo o mundo; os bancos não querem correr grandes riscos. A recessão está declarada na maior parte do mundo. Então amigos, precisamos sim, colocar nossas barbas de molho.
A Bolsa de Valores de São Paulo não fugiu à regra mundial e, como dito anteriormente, despencou feio. Para visualizarmos o acontecido, apresento o gráfico do IBOVESPA que utilizo em minhas análises, para que tenham uma melhor idéia
do que aconteceu.
O que está mostrado no gráfico é a grande queda, com a formação de um cana
l de baixa desde 29 de maio de 2008, que se estendeu até 27/10/2008 (linhas paralelas, em azul), quando o movimento de baixa cessou após atingir os 29.435 pontos.
Para visualizar melhor o gráfico, clique sobre ele para aumentar a imagem.
A partir daí formou-se um triângulo assimétrico (em verde na figura) que poderia indicar uma mudança na tendência de baixa, quando fosse rompido, para cima, rompendo também a Linha de Tendência de Baixa (LTB), representada no gráfico pela reta azul superior do canal de baixa. O rompimento efetivamente aconteceu, em uma posição que poderia indicar realmente uma mudança da tendência (em 08/12/2008). Olhando no gráfico, tão somente a formação do triângulo e seu rompimento, poderíamos projetar uma tendência de alta, com o índice chegando aos 47.079 pontos, por volta de 12/12/2008 (retas vermelhas no gráfico) e chegando a encontrar uma das fortes resistências indicadas pelo gráfico, justamente neste ponto. Aí, já seria um belo ganho, dadas ás circunstâncias que o mercado vive. Acontece que a análise gráfica não permite conclusões definitivas olhando-se somente um indicador, ou uma formação gráfica. Vários outros indicadores e fatores, até externos ao mercado, mas com influência direta na economia exercem forte influência sobre os negócios em Bolsa. O quadro geral não permitiu que o avanço fosse consolidado: baixos volumes financeiros, fatores internacionais, manutenção da taxa de juros no Brasil, e por aí vai.
Um dado que podemos até considerar como positivo, que pode influenciar o quadro geral é que o fluxo de entrada de capital estrangeiro na BOVESPA tem dado sinais de reaproximação dos estrangeiros ao mercado brasileiro, muito embora o balanço entrada vs saída ainda esteja ligeiramente negativo.
Foi dessa forma que vi o ano que passou. Torçamos para que as medidas econômico-financeiras propostas pelo mundo tragam uma mudança do cenário atual e, quem sabe, o Brasil passe raspando nesta prova e lá pelo segundo semestre de 2009 os investidores em Bolsa, no Brasil principalmente, possam voltar a sorrir, não de desespero, mas de alegria.
Um bom ano de 2009 para todos. Tenho Fé que Deus estará ao nosso lado.

 
 

Quarta-feira, Dezembro 24, 2008

Boas festas e bons ganhos em 2009!

Aos Amigos internautas e leitores desse blog desejo um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de Saúde, Paz, Amor e Sucesso. E que o ano de 2009 traga bons ganhos para todos.
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Sábado, Dezembro 13, 2008

USIMINAS

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COMUNICADO AO MERCADO

Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A - USIMINAS (USIM3, USIM5 e USIM6) comunica que, para adequar a produção da Companhia ao atual ritmo de demanda do mercado siderúrgico, decidiu suspender temporariamente a operação do Alto Forno 1 da Usina Intendente Câmara, em Ipatinga (MG), no período de 12 de dezembro de 2008 até o final de janeiro de 2009.

Com isso, a produção de ferro gusa será reduzida em aproximadamente 90 mil toneladas, ou cerca de 1% da capacidade anual. Esse ajuste trará para a Usiminas oportunidades de redução de custo, preservando a solidez de suas operações na atual conjuntura de mercado.


Belo Horizonte, 12 de dezembro de 2008


Paulo Penido Pinto Marques

Vice-Presidente de Finanças, Relações com Investidores e Tecnologia da Informação

 
 

Sexta-feira, Dezembro 12, 2008

O mercado de ações, mais uma vez, comprova máximas velhas

A Bolsa de Valores de São Paulo vinha com boa recuperação. Muito entusiasmo por conta de quê? Fatos novos existiam, mas sem grande fundamento. As comodities apresentavam alguma alta devido às declarações de Barack Obama e do desejado acordo com as montadoras americanas. Mas seria o suficiente para uma mudança de tendência?
Nos últimos dias falava aqui sobre a respeitada máxima muito utilizada no mercado acionário: comprar no boato e vender no fato. Na época, me referia às medidas anunciadas pelo presidente eleito Barack Obama, a partir de janeiro, com a mega projeto de infra-estrutura. Falava também que a quinta-feira poderia ser perigosa devido ao anúncio do indicador Unemployement Claims, lá nos EUA.
O indicador trouxe mais preocupaçãp com seu aumento. Mas acredito que outros fatores ocorridos nos EUA também tenham provocado a diminuição da alta aqui no Brasil, além dos pedidos de auxílio desemprego terem aumentado. Primeiro, o enfraquecimento do dólar americano nos mercados internacionais; segundo, o relatório apresentado pelo Banco Central americano (FED), mostrando que a dívida dos consumidores americanos teve a maior queda histórica desde 1951, quando a série começou a ser avaliada, sinal de que os consumidores já não estão comprando, preferindo poupar; terceiro, a diferença de uma hora no fechamento das Bolsas brasileiras e americanas. Quem havia aplicado em Petrobras, por exemplo, função do crescente preço do petróleo no exterior e já vinha tendo um ganho de até 7% no dia, resolveu vender e o papel fechou com alta de praticamente 1,8%.
Esperemos o que acontecerá hoje. As notícias não são muito animadoras. Ontem o Senado americano rejeitou a ajuda à indústria automobilística. Como consequência, as Bolsas asiáticas já fecharam com fortes quedas e as européias estão apresentando quedas expressivas. Até o momento, 09:49 horas daqui (por volta de 12:00 horas na Europa- dependendo do fuso horário, uma hora a mais, ou a menos), Londres perde 3,91%, Paris perde 5,45% e na Alemanha a queda chega a 4,85%.
Quando o pregão da Bolsa brasileira abrir, daqui a cerca de duas horas, a situação não deve ser muito diferente, até por que não conseguiu se manter acima da resistência rompida na quarta-feira e o Dow Jones, ontem, fechou com baixa de 2,2%.
Vamos continuar acompanhando os humores do "mercado".